Não basta ser alto

“A doctor can bury his mistakes, but an architect can only advise his clients to plant vines”

Embora a afirmação de Frank Lloyd Wright possa valer para a maioria dos edifícios o mesmo não poderia ser dito para arranha-céus.

Vinhas não disfarçarão nenhum erro de concepção ou de execução. Maior o edifício maior a responsabilidade de quem o projeta e o constrói.

Se inicialmente os arranha-céus surgiram em Chicago como uma resposta a rápida valorização da terra, somente possível com os avanços tecnológicos da época, hoje os motivos que tornam os edifícios cada vez mais altos talvez não sejam essencialmente de natureza econômica. A partir de determinada altura há quem diga que já não exista economia de escala, tudo o que se busca é ser visto.

Na ânsia por atingir esta meta, altura se torna um objetivo a ser alcançado a todo custo. Nesta busca muitos causam polêmica dividindo opiniões e poucos são aqueles que de fato se tornam verdadeiros cartões postais, não que este precise ser o objetivo de qualquer edifício, ocorre que no caso de arranha-céus, este sim, na maioria das vezes, é o objetivo. Pela monumentalidade destas construções não dá para ficar indiferente. Muitos causam repulsa, críticas fortes: difícil é ser uma unanimidade.

Polêmicos ou não, separamos alguns arranha-céus marcantes que redefiniram as paisagens onde estão inseridos. Qual sua opinião sobre eles?

Aqua Tower, Chicago, EUA. Studio Gang

Aqua Tower, Chicago, EUA. Studio Gang

Localizada na cidade berço dos arranha-céus, esta torre multiuso concilia racionalidade estrutural e riqueza visual através de variações no desenho de suas varandas.

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Torre Agbar, Barcelona, Espanha. Jean Nouvel.

Inspirada num Gêiser que romperia desde o solo a torre Agbar causou e ainda causa muita controvérsia por sua proximidade à Igreja Sagrada Família, de Gaudí.

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Torre Agbar, Barcelona, Espanha. Jean Nouvel.

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Ed. Oscar Niemeyer, Belo Horizonte. Oscar Niemeyer.

Seus brises passam a impressão de se tratar de um edifício mais alto do que realmente é. Possui apenas 8 andares, definitivamente não é um edifício tão alto assim, mas não há como pensar na Praça da Liberdade em Belo Horizonte sem pensar no Edifício Niemeyer.

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The Pearl Tower, Guangzhou, China. SOM.

O edifício foi projetado com turbinas eólicas, aquecimento solar, células fotovoltaicas, fachadas duplas ventiladas e um sistema de resfriamento natural do prédio que minimiza o consumo de energia e permite a constante troca de ar. É considerado um dos edifícios mais ecológicos no mundo. O edifício poderia fornecer energia para a rede de energia elétrica da cidade mas por criar uma situação não prevista pela concessionária de energia local, o condomínio do edifício não seria remunerado, os empreendedores preferiram não fazê-lo.

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The Shard, Londres, Inglaterra. Renzo Piano.

O The Shard teve sua origem no incentivo da Prefeitura de Londres ao adensamento das proximidades dos grandes nós de transporte da cidade, no caso a London Bridge Station.

Shanghai World Financial Center

Shanghai World Financial Center, Xangai, China. Kohn Pedersen Fox.

O Shanghai World Financial Center inaugurado em 2007 possui 492 m de altura. Elevadores de emergência descem por duas de suas arestas. Sua abertura no topo cria espaço para um mirante aberto ao público. Originalmente a abertura seria circular no entanto o desenho foi considerado muito similar ao sol nascente da bandeira do Japão e por isso optou-se por um formato trapezoidal da abertura.

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The New York Times, Nova Iorque, EUA. Renzo Piano.

O The New York Times faz uma releitura do estilo Art déco tão presente nos edifícios da cidade. Sua estrutura aparente e transparência dos materiais dão destaque ao edifício.

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Absolute Towers, Mississauga, Canada. MAD.

A Absolute Towers chegou a ser apelidada pelos moradores locais de as torres Marilyn Monroe pela sinuosidade de seu desenho.

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Bitexco Financial Tower, Ho Chi Minh, Vietnã. Carlos Zapata.

Bitexco Financial Tower

Bitexco Financial Tower, Ho Chi Minh, Vietnã. Carlos Zapata.

A Bitexco Financial Tower, se destaca na região pela praça criada no térreo e pelo desenho de seu heliponto inspirado no florescimento de uma flor de lótus. Existe ainda uma história curiosa: Ao que tudo indica as autoridades locais não permitiram o uso do heliponto. Não se sabe se por restrição do espaço aéreo ou por simples receio do grande balanço estrutural.

Infinity Tower, São Paulo. Aflalo & Gasperini e Kohn Pedersen Fox.

Infinity Tower, São Paulo. Aflalo & Gasperini e Kohn Pedersen Fox.

No Infinity Tower em São Paulo a qualidade da arquitetura almejada visou garantir por si só a expansão da área de influência da super valorizada avenida Brigadeiro Faria Lima situada nas proximidades. Parece ter conseguido.

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Um Comentário

  1. Dias

    Incrível como esse edifício do niemeyer da década de 50 ainda consegue ser tão atual!
    e essa aqua tower em chicago é sensacional.

    Curtir

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